MPF/RJ move ação contra construção irregular do Fórum de Volta Redonda
20/8-/7-08 15h02Obra, sem licenças ambientais, causa danos à área de preservação permanente.
O Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda (RJ) moveu ação civil pública para minimizar os danos ambientais da obra do Fórum de Volta Redonda próximo ao Rio Paraíba do Sul e ao Córrego do Canal de São Geraldo, no entorno da Floresta da Cicuta – unidade de conservação federal e de preservação permanente. A construção, que começou em agosto de 2006, provocou alterações ambientais como: aterros, desmatamentos e impermeabilização de terrenos. Além disso, a obra, que está 90% concluída, não teve impactos hidrológicos planejados, sistema de esgoto adequado, estudo ambiental ou relatório de impacto (EIA/Rima), nem o licenciamento ambiental da Feema, da Serla e anuência prévia do Ibama.
A ação foi movida contra o estado do Rio de Janeiro, o município de Volta Redonda, a construtora Ibeg Engenharia e Construções, a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), a Superintendência Estadual de Rios e Lagos (Serla) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O processo (nº 2008.51.04.001826-7) foi distribuído à 4ª Vara Federal de Volta Redonda.
Em liminar, os procuradores da República Gustavo Torres Soares e Paulo Gomes Ferreira Filho, responsáveis pela ação, pedem ao Ibama, à Serla e à Feema a análise e a fiscalização dos licenciamentos ambientais apresentados pelo município, estado e construtora. O MPF requer ainda ao estado que o Fórum de Volta Redonda não seja inaugurado enquanto não houver licença dos órgãos competentes.
Nos pedidos principais, o MPF quer que o estado do Rio de Janeiro promova o licenciamento ambiental corretivo da obra, a construção da estação de tratamento de esgotos e efluentes gordurosos e a regularização da ocupação na faixa marginal de proteção (FMP) do Córrego do Canal de São Geraldo. Na ação, os procuradores da República ainda requerem ao município de Volta Redonda e à construtora Ibeg a indenização dos danos ambientais, com a entrega de projetos de recuperação de erosões e de conscientização ambiental na região. O município ainda terá que realizar o reflorestamento do trecho impactado do Rio Paraíba do Sul e do Córrego do Canal São Geraldo.
Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República no Rio de Janeiro
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